Rechaçada na <em>Cometna</em> tentativa de despedimento

A intervenção firme dos trabalhadores da Cometna, do Sindicato dos Metalúrgicos e da Inspecção do Trabalho impediu que o gestor judicial concretizasse o despedimento colectivo imediato dos quase 60 operários que, segundo o plano de recuperação aprovado na última assembleia de credores, deverão deixar os quadros da empresa.
Na passada sexta-feira, revelou ao Avante! um membro da Comissão de Trabalhadores, chegaram cartas do administrador judicial anunciando a cada um daqueles funcionários que estariam desvinculados da Cometna a partir do primeiro dia útil de Novembro. Nelson Martins explicou que, como esta não é a forma legal de efectuar qualquer despedimento, foi requerida a intervenção da Inspecção do Trabalho.
Anteontem teve lugar, não o despedimento ameaçado, mas uma reunião com representantes da empresa e dos trabalhadores, onde ficou vincada a exigência de procedimento legal. Nas actuais circunstâncias, quando está a ser dada execução a uma medida especial de recuperação, o preceito que falta cumprir para despedir aqueles trabalhadores é o pagamento das indemnizações legais a que têm direito.
Está a decorrer o período de procura de um comprador que manifeste interesse em retomar a laboração, nas instalações da unidade industrial de Famões (Odivelas). Contudo, como os representantes dos trabalhadores têm denunciado, todo o processo de liquidação da Cometna tem a ver com um claro interesse dos accionistas em substituir a maior fundição portuguesa por negócios imobiliários. Os terrenos de Famões (actualmente com 34 mil metros quadrados de área coberta, num total de 160 mil metros quadrados de superfície), particularmente valiosos, foram dados como garantia ao Millenium BCP, de Jardim Gonçalves.


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